Governo aberto: a que será que se destina? A incrível história de Teresina

Materializar o governo aberto. Dar cara, rosto, jeito e forma para essa ideia. Fincá-la em solo fértil. Permitir que ela floresça em outros campos. Para que não seja ela por ela mesma. Que o governo aberto possa ser um rio que, por onde passa, transforma a vida das pessoas com mais igualdade, inclusão e justiça.

Esse é um horizonte que o governo aberto pode ter. E, para enxergar o que acontece nesse horizonte, vamos contar um pouco da história de Teresina. Guiadas pela Flavia Maia e Gabriela Uchoa, duas servidoras públicas da Prefeitura que participaram dos Diálogos de Governo Aberto, visitamos o percurso percorrido pela cidade.

Com a responsabilidade de pensar o desenvolvimento sustentável da cidade até 2030, elas foram beber da fonte do governo aberto. Descobriram que a transparência, a abertura e a participação social poderiam ser grandes aliadas na formulação e implementação de políticas públicas melhores e mais eficazes, assim como na construção de planos e processos de governo.

Foi aí que aconteceu o encontro perfeito, o tempero de Teresina. A cajuína. O governo aberto como instrumento para as demais políticas públicas. Um suporte para a democracia. Para garantir a sustentação, então, foi preciso avançar em diferentes frentes.

A primeira foi de colocar todo mundo de dentro do governo na mesma página. Alinhar a linguagem, fortalecer o trabalho que os servidores já realizam e apostar na formação e na vivência. Isso tudo que tecnicamente tem um nome bonito de fortalecimento das capacidades estatais.

Respeitando a correnteza, compreenderam que para promoverem a sustentabilidade era preciso abrir os dados e processos. E investir na transparência significava permitir o acesso à informação não só para a população, mas também para o próprio governo.

As estratégias de governo aberto lançaram alguns desafios, era preciso olhar para dentro, entender como o poder público funciona e as complexidades da tomada de decisão. Acolheram, então, estudantes por meio de imersões na rotina da Prefeitura, ousaram romper os traumas e convencer servidores e a população que a participação poderia ser diferente e trazer grandes ganhos para a cidade.

Foram desenvolvidas iniciativas de dados abertos, formas interativas de disseminar conhecimento e a igualdade de participação por gênero recebeu a devida atenção sob pena de reproduzir vícios e desequilíbrios na coleta de dados. Perspectivas de uma cidade inteligente foram disseminadas, criando um atalho no rio que leva a gente para um outro lugar, onde é possível fortalecer a democracia.

Flávia e Gabriela fazem questão de frisar que não trabalham com a abertura de governos, mas não negam que na tentativa de implementar a agenda sustentável o governo de Teresina se abriu e se tornou passagem para esse rio que já conhecemos.


Os Diálogos de Governo Aberto acontecem todas as quartas-feiras, das 19h às 20h (horário de Brasília).

É um espaço aberto para quem quiser debater mais sobre diferentes temas relacionados a governo aberto.

Para participar, é só conectar no zoom.us e colocar o ID: 50 14 74 58 26.

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